quarta-feira, setembro 06, 2006

O ranço

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Guerra à falta de higiene da nossa cidade. Primeiro ataque: comprar um produto bem português, um que possa integrar as caixinhas 'uma casa portuguesa'na mercearia mais popular do bairro e criticar a porcaria que tropeçamos diáriamente e que nos obriga sempre a olhar para o chão e nunca para o céu e enviá-lo para o Departamento de Higiene Urbana e Resíduos Sólidos (DHURS) da CML ou/e para a Direcção Municipal de Ambiente Urbano.

Segundo Ataque:

A precisar de uma limpeza profunda é o ainda não à venda nas bancas , semanário Sol.
Segundo o Público conta com a colaboração de crónistas super interessantes, Margarida Amarante, em Personalidades, Margarida Rebelo Pinto, Sexo e Relacionamento, Paulo Portas , Cinema e Livros, Marcelo Rebelo de Sousa, fait divers na actualidade. ao ler a notícia, pensei, acreditem, que era uma estratégia maquiavélica do Público anunciar o novo jornal com estes velhos néons fundidos, para pessoas como eu fugirem a sete pés de tal coisa rançosa.

segunda-feira, setembro 04, 2006

guerrilhas conceptuais

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Já estás, finalmente linkado(!) Hugo e um grande bem haja para o trabalho da Guerrilha. O Invisible Red deixa-me [quase] sempre no rosto uma expressão de espanto. Se pudesse contratava-vos para uma campanha contra escarros, cocós e chichi na rua.... como a de Berlim sem Merda...

Já agora obrigado pelo interesse no blog Invisible Red, gostaria de saber se estás interessada em colocar um link do nosso blog no underworld.
Falo-te um pouco do blog invisible red, faz parte de uma agência de Marketing de Guerrilha, que procura comunicar de uma maneira diferente, deixando para trás os suportes tradicionais e estáticos, para nós não nos interessa o suporte mas sim a ideia. Em breve..espero ter o site da agência on-line.
Um bem haja para o teu trabalho, que conheço bastante bem.
obrigado

Hugo Tornelo

educar

Hoje , numa praia não vigiada, com quilómetros e quilómetros de areia, um cão fez cocó. Franzi o sobrolho e quase gritei para as donas do cão: então não apanham? mas retraí-me. Eram pessoas do campo. Simples, simplórias. Avó velhinha de bata tons de cinza aos padrões , mãe gorda em lista de espera para se operar às varizes, filha sereia sem celulite e filho ranhoso traquinas. Calei-me. Não devia.

sexta-feira, setembro 01, 2006

news

Exposição dos desenhos de guerra de Mazen em Lavapiés. Nuestros hermanos não perderam tempo.

rebuçados nos ouvidos

[...]vozes tão de gaze [...], sílabas de algodão que se dissolvem nos ouvidos à maneira de fins de rebuçado na concha da língua.

Se alguém teve uma bisavó, avó ou mãe do Movimento Nacional Feminino fica a saber que :

As senhoras do Movimento Nacional Feminino vinham por vezes distrair os visons da menopausa distribuindo medalhas da Senhora de Fátima e porta-chaves com a efígie de Salazar, acompanhadas de padre-nossos nacionalistas e de ameaças do inferno bíblico de Peniche [...].
Sempre imaginei que os pêlos dos seus púbis fossem de estola de raposa, e que das vaginas lhes escorressem, quando excitadas, gotas de Ma griffe e baba de caniche [...]


António Lobo Antunes, Os Cus de Judas, Edição Literária Lisboa: Vega, 1979

quarta-feira, agosto 30, 2006

Rentrée

[...]em toda a parte do mundo a que aportamos vamos assinalando a nossa presença aventureira através de padrões manuelinos e de latas de conserva vazias, numa subtil combinação de escorbuto heróico e de folha-de-flandres ferrugenta. Sempre apoiei que se erguesse em qualquer praça adequada do país um monumento ao escarro, escarro- busto, escarro- marechal, escarro- poeta, escarro-homem de Estado, escarro equestre, algo que contribua, no futuro, para a perfeita definição do perfeito português: gabava-se de fornicar e escarrava. [...]

Lê-se devagar, muito devagar, saboreia-se frase a frase de cada vez.
É de 1979. De quem, de quem? Sim, é esse mesmo que estás a pensar.

segunda-feira, agosto 28, 2006

as fotos das férias

ferias
da esquerda para a direita de cima para baixo: mãe, tio, primo Simão, meia-irmã Camila, primo Kiko, Clara e a amiguinha Maria Miguel.

domingo, agosto 27, 2006

LGBT

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Já circula pelos emails, apesar de faltar um mês. Fica sempre bem a uma banal e cada vez mais rara, H, juntar-se aos LGBT.

sexta-feira, agosto 25, 2006

Made in S.Miguel

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A viagem no tempo até à minha infância pode ser um simples sabor . Esta bolacha é igual às que eu comia nos anos 60 e no início dos 70. Grossa e dura.
Os Açores têm também essa qualidade - a sensação de vivermos noutro tempo. Como as toucas das senhoras para irem ao banho.
mulata

quinta-feira, agosto 24, 2006

Prof. Sakho

prof sakho
O regresso à cidade e às contrariedades urbanas, aborrecimentos com o carro. Para poupar não paguei a garagem, Agosto, menos confusão, mais lugares.ahh, doce engano, Agosto em Lisboa já não é o que era ... e hoje acumulei um bloqueamento e um reboque. Ontem duas multas da EMEL. Enfim...mais valia ter pago por 15 dias o parque. E descer em curvas, até ao piso menos 6, suaves, nada parecida com a descida hipnótica do Corte Inglês. E sem multas, sem polícias.
Andar de metro tem os seus encantos: dão-nos papelinhos, como o do professor Sakho. Droga, Emprego, sorte, inveja. Mas amarração?? ahhhhh, amarração......

sábado, agosto 19, 2006

Sta Maria, S. Miguel

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Já estou no continente, mas enquanto não terminar Mau Tempo No Canal , de Vitorino Nemésio, ainda estou por lá, não em Sta Maria nem em S. Miguel, mas no Faial a ver o pico do Pico.
Sta Maria foi uma revelação, S. Miguel fez-me ter a certeza que prefiro as ilhas do grupo central. Falta conhecer a Graciosa, Flores e Corvo. Viciei-me em verde, névoas e mar. Nas hortências, no pimentão com queijo fresco, no ananás, nas vacas de todas as cores.
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Este ano não fomos ver as baleias e os golfinhos. ohhh! Fica para as próximas férias.

sábado, julho 29, 2006

Beirute não é um bom sítio de férias.

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Chegado via ARENA, este blog/ diário do trompetista libanês Mazen Kerbaj. Beirute. Conseguem ouvir as explosões? Impressionante.
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O Underworld vai encerrar para banhos em praias seguras com bandeiras azuis. Será?
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quinta-feira, julho 27, 2006

livro para colorir

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Arlindo Silva

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Foi assim, a performance. Vestido clássico, pérolas e sapatinho preto bicudo com bolinhas brancas, visual desapropriado para subir e descer várias vezes do escadote. É isso que me interessa, criar personagens impossíveis à acção em si. Correu bem. Os treinos/ensaios exaustivos resultaram. Estava segura no gesto. É a terceira performance do género, a primeira foi em 2002, a segunda em 2005.

terça-feira, julho 25, 2006

Vera Drake

aborto

Logo à noite às 2 da manhã, só para quem pague o canal Lusomundo Premium, Vera Drake de Mike Leigh, cineasta do novo realismo britânico, retrata Londres no pós-guerra, 1950, não muito diferente de Portugal na questão da despenalização do aborto, 2006.
Mas se nós somos conservadores, dissimulados e preferimos a clandestinidade em certos aspectos da vida, resta-nos o aumento das clínicas espanholas, tão perto daqui, para o tratamento voluntário da gravidez. Legal, sem stress, sem complexos de culpa.

O Underworld não tem contrato com estas clínicas, apesar de as publicitar, volta e meia. Há 10 anos só havia uma, depois surgiu outra e agora a terceira. Um mercado em expansão, portanto, enquanto por cá prendem médicos e mulheres, os nossos hermanos facturam.
Gracias!

quarta-feira, julho 19, 2006

sexta, 21

#7
na MCO, 22h, no Porto.
Livro Para Colorir é um meeting point: Alice Geirinhas, Andy Warhol e Amadeo de Souza Cardoso, ou citando o meu amigo JFS, Lisboa, Nova Iorque e Manhufe

terça-feira, julho 18, 2006

Estou por aqui!

Hoje descobri o underworld linkado neste blogue com o sugestivo nome:
Alice no País do Por Aqui
eheheh!

segunda-feira, julho 17, 2006

mini girl

mini girl

O que leva um menino de 9 anos andar 500m, ou mais, pela praia para ir brincar com uma bebé de 2 anos? O amor. A paixão pela Camila, que sedutora na sua torre impenetrável, não quis mudar de praia e deixou o Tomás triste, sabendo-a perto, mas longe, veio ter connosco, para a sentir, mais próxima.
Uma mini girl de 9 anos, distante, arranca- corações. Ó mãe, nós não vamos, prefiro ficar nesta praia. E o Tomás tristinho, tão querido a brincar com a Clarinha. Não sei porque estranhas a atitude da Camila, disse-me o J.S, faz-me lembrar alguém. GLUP! Quem? Eu?!!

sexta-feira, julho 14, 2006

Guerrilhas

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Depois de Matta- Clark, só mesmo estes Jardineiros Guerrilheiros que actuam no espaço público como se fosse privado, descobertos no Invisible Red.
Proponho duas guerrilhas para o bem da saúde pública dos lisboetas: a guerrilha dos cocós e a guerrilha da cuspidela. Uma é fácil: precisamos de luvas e de sacos de plásticos, a outra é mais difícil: apanhar escarretas, ou dar marretadas em quem fosse apanhado a cuspir para o chão. Vá cuspir para o seu espaço privado, seu grande filho de uma p... terrorista.


e.... comprei estes amores-perfeitos e um chapéu tipo Julieta dos Espirítos (Giuletta Masina)

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na Marimekko que abriu em Lisboa no largo das Belas Artes. Tecidos lindos dos anos 50, geométricos e gráficos; roupas, tamanho mulher-filandesa e crianças. Saldos só no fim de Agosto. Um arrepio ao cartão de crédito.

Enquanto Beirute arde, lá para os lados da Fenícia, fica-me bem umas compritas no Chiado.