
A escola pública também é isto: a Camila e a Madalena ficaram impressionadas e certamente nunca mais vão esquecer. Encontrámos no metro um menino da escola delas a pedir. O Rafael tinha um acordeão e um cãozinho ao ombro. Entrou na nossa carruagem e quando as viu tapou a cara com o carapuço, olhou noutra direcção e saíu na estação seguinte. Nós seguimos até às Laranjeiras para irmos ver uma exposição na
galeria Carlos Carvalho, que fica num sítio estranho e foi uma aventura chegar até lá. Ficámos a conhecer o Rossio de Palma, um velho largo numa aldeia a apodrecer no meio de prédios descascados e de descampados.

A peça do Baltazar Torres é potente e majestosa. Lá estava ele em miniatura a escavar um toro de madeira. Mas o grande sucesso foi o video e os desenhos com as palavras em picotado da
Susana Mendes Silva.


Regressámos depressa para casa para irmos picotar. Duas esponjas da loiça e dois alfinetes: uma actividade artística e uma lição de vida. Que tarde!
O Underworld vai emergir para a Cantábria. De passagem por Leon para ver o
Musac e a exposição da Pippilloti Rist.