

Visões Paralelas, exposição sobre estados alucinatórios entre arte e loucura que esteve no Reina Sofia no ano de 1993. Henry Darger (1892-1973) andava por lá e eu também. A história de Henry Darger emocionou a comunidade científica e artística, Paula Rego, nos anos 80, dedica-lhe a série Vivian Girls.
Orfão de mãe e pai inválido, foi internado aos oito anos numa instituição para deficientes mentais, de onde fugiu aos 16 anos. Trabalhou num hospital como auxiliar durante toda a sua vida. Solitário, recolheu a um lar aos 81 anos, seis meses antes de morrer, deixando o seu quarto entupido com um inacreditável espólio de escritos e desenhos, de que fazem parte, entre outros textos, os 13 volumes de mais de 14 mil páginas de A História das Meninas Vivian nos chamados Reinos do Irreal, da tempestade da Guerra Glandeco-Angeliniana causada pela Revolta dos Meninos Escravos e os 154 desenhos e colagens aguareladas que a ilustram. Henry usava processos gráficos próprios, muito 'up to date' e citando Burroughs, um processo de 'cut up', recorte e decalque de material impresso, desenhos, ilustrações que reutilizava, apropriando-se de imagens diversas para construir as suas.



























